Como as big techs mataram a indústria musical
Por André Barcinski
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15 comentários em "Como as big techs mataram a indústria musical"
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Creio que esses chamados “ouvintes passivos” sempre existiram. Num certo passado, eram aqueles que se interessavam apenas pelos hits que tocavam nas FMs, que entravam em trilhas de novelas da Globo, apresentações em programas de auditório e por aí vai. Gente que comprava um LP por causa de 1 ou 2 faixas, que quando ia ouvir um vinil ou CD saltava de música em música até achar a preferida que agradava (“ah, essa não”, “essa também não”, “essa! essa aqui” haha).
Mas se o ouvinte se dava ao trabalho de sair de casa, pegar seu suado dinheirinho e comprar um disco, não era tão “passivo” assim, concorda?
buenos dias, barça!
confesso que tenho sentimentos conflitantes sobre… já li alguns livros sobre o assunto, um dos que mais gostei foi o ‘mood machine’, mas ainda não li este que indicastes.
cara, eu vivo ouvindo música, 25 horas por dia, há pelo menos 40 anos!
e, entendo perfeitamente os argumentos apresentados pelo autor; ao mesmo tempo, tenho centenas, milhares de bandas que eu jamais teria descoberto e conseguido acompanhar se não houvesse acesso via plataformas digitais – the reds, pinks and purples é uma que vem à mente, agora.
construo minhas próprias playlists no spotify quase que semanalmente, tenho uma relação tão próxima com elas como tenho com os meus vinis!
sei que, ao final, o spotify é apenas uma indústria, buscando o que todas buscam, filthy lucre!
mas, as gravadoras também o eram… e, pior, eram gatekeepers! quanta coisa a gente não conseguia ouvir por aqui, porque simplesmente não eram lançadas em versões nacionais?
e por último, para não encher muito o saco, essa relação miserável das pessoas com a música hoje, é a mesma que elas tem com os demais formatos culturais, livros, filmes, etc… é tudo fast food, é tudo igual, é tudo para ser consumido e esquecido no minuto seguinte! é uma tristeza…
por aqui, sigo comprando meus discos e sigo aproveitando o que as plataformas me oferecem de melhor.
abraço e desculpa o textão.
Bem isso aí mesmo, rapaz. A galera do fast food sempre existiu e sempre vai existir. Hoje são moldados conforme as tendências vigentes da atual indústria. Mas nós que ainda insistimos (rs) em fazer parte dessa cada vez mais restrita ‘seita dos bons sons’ seguimos resistindo, aproveitando o que essa era propicia, sem abandonar nossas preciosas coleções.
Leitura obrigatória. Aliás, quando a IA começar a aparecer no processo dessas composições, se já não está ocorrendo, vai ficar muito pior.
Vejo que a cultura pop se apropriou das técnicas fast food somado ao open bar.
O objetivo é atender aos desejos mais básicos do ser humano, gordura, carboidrato e açúcar nos alimentos e baixaria na cultura pop. Some-se a isso o fim dos tutores que filtravam um pouco, jornais, revistas, rádios e gravadoras. Além de ter um custo fixo, quando pagam, para tudo (open bar).
Sempre digo que tecnologia é um amplificador, se tem algo bom ele pode ficar melhor, mas se for ruim só vai difundir mais rápido e pior.
André, muito obrigado pela dica e para mim, esse livro tem ainda mais valor por ter sido escrito por um brasileiro e mostrar também a realidade brasileira dentro desse contexto mundial, como no caso da Fábrica de salsicha do sertanojo!!!!
E no meu caso, eu me aproveito desses streamings musicais para conhecer álbuns e artistas antigos ou esquecidos, no qual teria dificuldade em achar em vinil ou CD …
Pois é, também acho importante termos essa visão nacional.
Desde que li o Ta-Ra-Boom-De-Ay pra mim uma coisa ficou muito clara, por pior que fossem os executivos da indústria musical, eles sempre tiveram ligação com a música (até o vocalista do Gentle Giant foi executivo que contratou grandes nomes). Coincidente com essa época digital, o controle das empresas passou para fundos de investimento, que só veem números, aí já era! Para que investir em algum artista novo se o lucro está no algoritmo? Triste demais!
Mas pelo menos sexta tem Pigs x7 pra gente exorcizar essa realidade!
Verdade, mas pelo menos os executivos de antigamente entendiam e gostavam de música. Hoje isso dificilmente acontece.
Triste, revoltante, mas necessário. Vou atrás!
Esse perfil do tiktok(ironia!) descreve de forma perfeita como os algoritmo impactaram na elaboração da música popular, mostrando estudos que revelam a diminuição da riqueza harmônica e melódica das canções pop nos últimos 50 anos.
Quem é o autor, Barça?
O Luiz Cesar, ótimo jornalista, conhecido nosso de anos.
Vou atrás imediatamente! Leitura necessária, hein.