abr/2025

Crítica: “Adolescência” (Netflix)

Por André Barcinski

Crítica: “Adolescência” (Netflix)

Por André Barcinski

Publicação exclusiva para apoiadores(as) da APOIA.se

Ainda não é um(a) apoiador(a)?

Torne-se um apoiador(a) de R$ 20 ou mais para acessar esta publicação.

Já é um apoiador(a) de R$ 20 ou mais?

Para acessar esta publicação é necessário estar cadastrado e logado neste site usando o mesmo email utilizado na APOIA.se. Para se cadastrar clique aqui. Se já for cadastrado neste site, faça seu login aqui.

Problemas em acessar esse conteúdo?

Se você já é um apoiador e por acaso não está conseguindo acessar esse texto, por favor clique aqui.

Precisa de ajuda? Clique aqui.

44 comentários em "Crítica: “Adolescência” (Netflix)"

  • Imagem de perfil do usuário
    Fabio Henrique Goncalves

    Pessoalmente, adorei “Adolescência”.
    Por outro lado, é ótimo ver opiniões que vão na contramão do que está sendo dito.
    Ainda que discorde das suas críticas, elas são apresentadas com clareza e fundamento. E isso sempre enriquece o debate. Parabéns.

  • Imagem de perfil do usuárioImagem de perfil do usuário
    Cleibsom Carlos Alves Cabral

    Nem de longe a série merece os elogios superlativos!!Rasa, superficial e ególatra, ADOLESCÊNCIA é até irresponsável, para não dizer oportunista, dada a urgência de seu tema. O formato de plano sequência submete o roteiro à superficialidade e ao não aprofundamento, dependendo de quem o usa, e infelizmente foi isso o que ocorreu aqui. Indico a quem deseje algo de fato representativo sobre o assunto o assustador PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN, tão pesado e incômodo que torna essa série badalada aí em, sem trocadilhos, uma insonsa história de criancinha. PS.: No terceiro episódio quase chutei minha televisão de tão fulo após o último ataque histérico do moleque e só não fiz isso porque minha esposa me trouxe de volta à razão! PQP!!!!!

  • Me desculpe o “Off topic”:

    1) Você já leu algum livro do Edyr Augusto Proença ? Inclusive está em produção pela Netflix uma série com base no livro Pssica.

    2) Sabe se existe algum projeto de tradução dos novos livros do James Ellroy ? O último livro traduzido foi o Sangue Errante. Já li todos no inglês mas gostaria de reler traduzido.

    3) Teria indicação de autores policiais nacionais/internacionais na linha Ellroy (acho o Edyr Augusto nessa linha) ? Fora os nomes óbvios e tradicionais, descobri dia desses o Carl Hiassen através de Bad Monkey (AppleTv) e estou lendo tudo dele.

    4) Aproveitando, fica a sugestão de criação de algum instrumento no site para envio de perguntas a você (como as três acima).

    Obrigado e parabéns pelo trabalho. O Dissonantes está maravilhoso.

  • Como pai de adolescente, e um total ignorante em questões técnicas de cinema, eu fiquei impressionado com a história, porque vejo muito dessa misoginia maluca tomando conta de muitos jovens. Quem cresceu nos anos 70/80 teve uma infância muito solta, mas com muito pouca informação, e hoje é o contrário.

    Será que os planos sequência não te tiraram da história por vc ter mais conhecimento e estofo técnico, e as falhas te saltaram mais aos olhos. Enfim, gostei da resenha, sempre bom ver opiniões dissonantes.

  • Imagem de perfil do usuárioImagem de perfil do usuário
    Danielmsp@msn.com

    Concordo com a opinião sobre a atuação do menino. Boa, ele gera empatia nos momentos de fragilidade, mas não nas cenas de raiva ou de comportamento dúbio. Inicialmente o plano sequência me pegou, a primeira meia hora até a parte que o pai vê o vídeo acho fantástica. Me cansou no segundo episódio, que é ruim em tudo, mas gostei das nuances no terceiro e da cena dos pais no quarto. Mas não sei se era necessário, apenas no primeiro episódio, sem dúvida. Quanto ao tema em si, entendo a crítica, há um foco nela sobre a perspectiva cinematográfica (que tem de ser feita mesmo). Mas o “motivo” do crime não é um fato, nem o bullying foi confirmado, pois ele não importa no contexto da misoginia do menino (que é claro no terceiro episódio). O suposto bullying e um aceno ao possível destempero do pai nao sao levados em conta para definir o caráter do menino e nem como motivo do crime. O “motivador” é o contexto que ele vivia nas redes sociais, misoginia, o fora da garota foi o gatilho. Tanto que o menino nem mesmo no vídeo se reconheceu como infrator.
    Eu nao assisto a séries hypes, abri exceção pelo ator/criador e por ter 4 eps(nem sabia dos planos sequências , do tanto que tento ficar alheio..), é ótima se considerar o grosso de ruindades da netflix. Mas nada que vá marcar época, ano que vem já teremos esquecido.
    E a cena final do pai na cama do menino é ridícula …
    Parabéns pelo trabalho, admiro seu trabalho desde a Bizz na época das reportagens em Seattle

  • Concordo demais com você André, eu costumo fugir do hype e assistir bem depois, mas por algum motivo vi essa.

    O plano sequência para mim também foi um virtuosismo para não precisar lidar com o vazio do roteiro e desenvolvimento dos temas e personagens, e essa técnica caberia muito mais em séries de Suspense/Ficção/Aventura como Stranger Things.

    E aquela corridinha do aluno fugindo do policial pareceu mais ensaio do Tom Cruise em Missão Impossível.

    PS: eu chamo o Malmsteen de descascador de cebolas que não chora.

  • Acho que a celebração da atuação do menino parte do fato que foi a primeira atuação dele na vida, inclusive o terceiro episódio (que achei o melhor) foi o primeiro a ser gravado, na minha opinião muito bem gravado, tanto ele quanto a psicóloga nos passam a tensão do momento. Quanto à questão dos plano-sequências em algumas horas foi entediante mesmo, o segundo episódio teria se beneficiado de não ter sido gravado assim, bem como o quarto. Mas o primeiro (poderiam ter diminuído o tamanho deste) e o terceiro estão ótimos. Bom saber que nem todo mundo tem a mesma opinião, e beleza, a vida é assim. Valeu Barça!

    • Imagem de perfil do usuário
      Andre Barcinski

      Você não achou o terceiro episódio extremamente repetitivo? Uma hora dos dois dentro da sala, com nada menos de três cenas virtualmente iguais em que o menino tem um ataque repentino de fúria?

  • a grandeza da série é justamente o que te incomodou: mostrar o que aconteceu, mesmo de maneira subentendida, abrir um leque de problemas atuais ocorrendo em praticamente todas as escolas do mundo, em maior ou menor grau, e deixar as questões em aberto. a intenção do diretor foi exatamente essa: jogar tudo no nosso colo e não esclarecer nada, apenas abrir a discussão para os assuntos relevantes e preocupantes dos adolescentes, meninos e meninas.

    os planos sequência, pelo menos pra mim, funcionaram muito bem para dar a sensação de angústia e a conexão com os personagens que você não sentiu.

    e a atuação do Owen Cooper, o menino estreante, que vc nem menciona, principalmente no 3° episódio no confronto com a psicóloga. 

    o que você achou?

  • Não assisti a série ainda (gosto muito do Stephen Graham), mas achei que 1917 foi feito em plano sequência pois o Sam Mendes estava entediado, pois não havia necessidade de ser inteiro daquela maneira. Um ou outro plano ficou excelente, mas você fica prestando mais atenção no virtuosismo técnico e se esquece da narrativa. Esses “gimmicks” precisam fazer sentido pra serem utilizados no filme todo. Eu gostei de “Nickel Boys”, não tanto quando você, mas ao final do filme você entende porque o diretor quis contar a história daquela maneira (e mesmo assim não achei que ser em 1a pessoa sustentou todo o filme).

    O Spielberg usa muito “oners”, sequências longas sem cortes mas você nem percebe pois ali ele está dando dinamismo à cena utilizando o posicionamento dos atores sem chamar atenção desnecessariamente, às vezes você nem percebe que ele não cortou.

  • Imagem de perfil do usuárioImagem de perfil do usuário
    Rodrigo Perez Pereira

    bah, barça… não poderia discordar mais! o busilis é que eu não tenho capacidade técnica para discordar do amigo, especialmente com relação ao plano sequência e ao seu impacto em um filme ou uma série.
    mas, em mim, o efeito foi o exato oposto, fiquei extremamente angustiado com aquela sequência de imagens, como se estivesse vivendo a própria angústia da família com toda a situação… eles mesmos não entendiam a grandiosidade que os estava afetando, em tempo real.
    e, com relação a não nos dar todas as respostas, achei melhor ainda… há uma tendência, não sei se atual ou não, de tratar o expectador como um imbecil, explicando cada parte da trama, cada frame, quase.
    para mim, o mais importante foi justamente isso: a grandeza daquilo que o menino, a família dele e a família da menina estavam enfrentando… eles, em tempo real, não tinha as respostas! só tinham a sua própria angústia e dor para encarar!

    abraço e obrigado por compartilhar tua avaliação!

  • Eu discordo. Achei os planos sequência muito bons, a gente vê as reações naturais dos personagens e isso os humainza. Achei as atuações brilhantes, especialmente a do menino protagonista. Adorei que as perguntas não foram respondidas e todas as lacunas preenchidas, para que o espectador pudesse tirar as suas próprias conclusões.
    Tenho dois filhos e fiquei muito impactado com alguns diálogos e com o poder destrutivo que o “isolamento virtual” traz. A série é necessária, na minha opinião.

      • Sabemos, sim. A menina praticava bullying contra o menino. O menino participava de fóruns e coisas assim com gente que disseminava o ódio por mulheres… O menino assume o crime no último episódio.
        Aprendi contigo que boas obras não dão respostas fáceis.

        • Imagem de perfil do usuário
          Andre Barcinski

          Sim, isso tudo é MENCIONADO, inclusive uma suspeita de uma rede de bullying, mas só fica nisso. Em vez disso, o diretor optou por passar mais de 20 minutos, somando todos os episódios, mostrando os personagens dentro de um carro. Abraço.

        • Acho. Realmente acho que a cena dos pais é muito comovente. Acho que todas as cenas do Stephen Grahan são excelentes. Achei genial citar o bullying ao invés de mostrar. Batiam e cuspiam, pelo menos, é o que o menino conta pra psicóloga. O menino tem transtornos terríveis de humor, sente uma inadequação terrível, e tem traços de psicopatia. Nada disso é mostrado (ou falado), mas é o que eu acho.
          Abraço, André.

        • Imagem de perfil do usuário
          Andre Barcinski

          Mas Sandro, que “relações familiares”? Onde elas foram mostradas? Só sabemos um pouco da relação familiar no quarto episódio, quando os pais conversam sobre como deixavam o moleque sozinho com o computador. Abraço.

        • Sim, ali fala tudo que precisa ser falado pra entender que o menino era invsível aos olhos dele, e talvez dos pais… só não era invísivel na escola, onde cuspiam, xingavam, batiam e riam dele.
          Tá tudo ali, André, pelo menos pra mim.
          Abraço.

        • Imagem de perfil do usuário
          Andre Barcinski

          OK, mas você acha que a cena dos dois pais conversando sobre o filho é comovente? Pergunto isso numa boa, não estou sendo irônico. Você acha uma boa saída dramática não mostrar o bullying na escola e apenas citá-lo em conversas? Eu não sei se cuspiam e batiam nele, isso é aventado, mas o diretor optou por não mostrar. Abraço.

Deixe um comentário

Ir para o topo