O faroeste que o Brasil aprendeu a amar
Por André Barcinski
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32 comentários em "O faroeste que o Brasil aprendeu a amar"
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Belo texto, como sempre. Fiquei curioso pra saber quem é o programador de filmes hoje em dia na Globo, rs.
salve, barcinski! sobre o filme (que ainda tenho que assistir, uma lacuna que credito ao meu baixo interesse por faroestes, ainda mais de hollywood – sempre curti mais os italianos, não sei por quê), desconheço a sua opinião, mas creio que este é um daqueles casos em que o título brasileiro consegue ser mais carismático que o original. você concorda? obrigado pela atenção dispensada!
O original era bem simples e sintético, não?
Adoro “Shane”, um dos meus filmes prediletos da vida.
Os vídeos do Heidegger e do Sartre mencionados no texto do Cony resultou no filme “Em Busca de Heidegger e Sartre”. Procurando direitinho, dá pra achar ele dando sopa pelas redes.
Ótima dica, Willana, não conheço o filme, obrigado.
‘Shane’ era um dos filmes favoritos do meu avô… vi pela primeira vez no colo dele… a gente via todo sábado a Sessão Western na Globo, que passava antes do Chacrinha (estou entregando a idade, ha ha ha)… na minha adolescência a Band passava muitos filmes clássicos, foi lá que vi muita coisa de Buñuel, Fellini, Antonioni (Blow Up!!!), Costa Gravas e tantos outros (apesar que Amarcord passava na Globo, nas madrugadas). Grandes memórias, hoje dificilmente alguém vai ver filmes clássicos na TV aberta. Fomos privilegiados. Grande abraço…
Certeza, TV aberta passava muito filme bom.
esse filme faz parte da minha infância, Barça. pedia pro meu pai colocar “o filme do menininho”. amo faroestes por causa do mau pai, que graças a deus está vivo e posso compartilhar essas memórias com ele. te amo muito por essa lembrança, Barça. Noel e Nina vão amar.
André, que baita texto homenageando o Paulo Perdigão, pegando o gancho de uma ótima dica de filme western no Netflix. Vou ver o filme e não sabia da existência do Paulo. Obrigado!
Espero que goste!
O Sam Peckinpah dizia que a cena da morte do personagem do Elisha Cook Jr. mudou para sempre o faroeste, pela violência com que foi representada.
Não lembrava, obrigado pela informação.
Protegido pelo anonimato eu vou contar aqui uma história que eu nunca tive coragem de contar a ninguém:
Shane era o filme favorito do meu pai. Deve ter visto dezenas de vezes. Quando ele estava morrendo, devastado por um câncer ele me pediu para ver o filme pela última vez. Eu o tirei da cama o carreguei até a sala – na época ele já devia estar pesando menos de 50 kg – e pus o filme no aparelho de DVD. Por um desses lances que o destino, em sua infinita indiferença pode aprontar, o aparelho quebrou com 15 minutos de filme.
Eu prometi a ele que ia comprar um novo, mas não houve tempo e ele morreu seis dias depois.
Agora, com o rosto coberto de lágrimas e lembrando do meu velho pai, a única coisa que vem à mente é gritar: “Shane, come back! Please!”
Caramba, xará, que história fantástica.
Pois é. Meu pai morreu e eu não consegui atender seu último pedido, e isso é um dos fantasmas que eu carrego até hoje
André, além do Paulo Perdigão, que ajudou a formar muitos cinéfilos Brasil afora e era um sujeito discreto e avesso a fama, o Mariozinho Rocha tbm ajudou a formar muitos fãs de Música, com as trilhas de novela, mesmo sendo também alguém com quase fobia dos flashes!!!!
Bons tempos em que a TV aberta, programas popularescos a parte, também davam espaço para a arte mais “sofisticada”, algo inimaginável hj em dia…
E Guto Graça Mello, não vamos esquecê-lo!
André, parabéns pelos seus textos. Comecei a assistir filmes na Globo nos anos 80. Todo dia, depois do Jornal da Globo passava um filme naqueles programas Sessão de Gala ou Campeões de Bilheteria. Lembro de ter visto Um dia de Cão, Liberdade Condicional, Dança dos Vampiros entre outros.
Pois é, a TV aberta formou muito cinéfilo.
Shane é um clássico. E também fui apresentado a vários outros clássícos na tv aberta, normalmente no Corujão da Globo. Na era pré vídeo-cassete, era difícil assistir filmes até madrugada e acordar para escola.
Verdade, era um acontecimento.
Por algum milagre a Netflix está com um acervo com muitos filmes bons esse mês.
Desses filmes reprisados tinha também um dos anos 50 chamado “O flautista mágico” que era todo em rimas e passava todo sábado â tarde.
Bem lembrado!
Grande texto Barça.
Lembrei de uma época em que a Rede Globo era tão soberana em audiência (até por falta de outras opções ) que uma série de astros do cinema ficaram especialmente conhecidos no Brasil devido à freqüência de repetição dos filmes.
Principalmente filmes com personagens mais casca grossa rolavam quase semanalmente popularizando Charlão Bronson (Desejo de Matar), Clint Eastwood (Dirty Harry, Bronco Billy, Punhos de Aço), Stallone e João Cláudio Van Damme eram mais conhecidos que galã de novela das oito.
Cara, esses filmes passavam quase todo dia na TV aberta.
“Assistiu 82 vezes a Os brutos também amam, visitou quatro vezes as locações… trouxe pedras e poeira de lá”
Pô, acho que o homem gostava mesmo do filme hahaha.
André, um off topic: Você assistiu o Nada de Novo no Front, da Netflix, que foi indicado ao Oscar? Se sim, o que achou?
Achei o filme muito bem feito, mas não tenho mais estômago pra filme de guerra, tô ficando mole!
André, que legal a coluna. Parabéns. E, cara, ri muito aqui com A Gangue dos Dobermans e O Homem Cobra. Realmente na TVS só dava isso!
Todo dia, praticamente.
Filme maravilhoso. O texto de hoje aguçou a vontade de rever essa obra prima. Lembrei de outros grandes filmes que a globo passava nessa época: “os 12 condenados”, “sete homens e um destino”, “Bonnie and Clyde”, “o planeta dos macacos”, “butch cassidy”, filmes do 007 e por ai vai. Bom carnaval Xará. Abração
Passava muito filme bom na TV aberta.