mar/2026

Crítica: “Make-Up Is a Lie”, de Morrissey

Por André Barcinski

Crítica: “Make-Up Is a Lie”, de Morrissey

Por André Barcinski

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10 comentários em "Crítica: “Make-Up Is a Lie”, de Morrissey"

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    Rogério Haeitmann Tridente

    Na época dos The Smiths era metaleiro e a música das rádios roqueiras que mais odiava era The boy with the thorn in his side. Já com meu próprio dinheirinho no bolso e após cortar os cabelos, fui simpatizando com a figura do Morrissey, principalmente por causa da mulherada, que o amava. Posto isso, minha relação com ele foi do ódio à admiração. O chato é que ninguém foge de um dia envelhecer, quando o novo é visto com muitas interrogações e nos fechamos nas amizades feitas no passado, além de tomar mais cuidado com o desconhecido, isto é, com as novidades que na juventude davam mais ânimo para tentar como a bola da vez no concorridíssimo universo pop. Morrissey tem fama duradoura, dinheiro para não depender de nada nem de ninguém até seu último suspiro e, portanto, para inovar, pois não precisa de uma “história de controle, segurança e crenças”, comum aos pobres mortais que leem as notícias ao invés de serem noticiados por elas. Ainda emprestando a inspiração de um poeta que acompanho num site para escritores independentes brasileiros, “na linha da vida buscamos sempre um sentido” e “lidamos com a sensação de medo, desamparo e pobreza social”. O Manuel, do Recanto das Letras – tenho que respeitar os direitos autorais dele – é bem vivido, mas pelo pouco que conheço dele, não está envelhecendo como “vítima” de uma sociedade opressora, algo que, na minha modesta opinião, muitas vezes acontece com o Moz. Dando uma de Hunter S. Thompson, ou seja, escrevendo mais sobre mim que a respeito da crítica em análise, além de ser hipergráfico, então não consigo ser mais resumido, continuo o texto lembrando que apesar de ser branco, católico e heterossexual, poderia ser “vítima” de erro dos peritos que me aposentaram por incapacidade permanente, em razão de esquizofrenia, mas não ouço vozes estranhas nem vejo fantasmas e provo que posso ter uma vida produtiva mesmo a desconfiança do conservador Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo sobre minha saúde mental. Durante trinta anos lidei tanto com vítimas de verdade quanto com “perseguidos” e suas diversas histórias, assim, pergunto: se um esquizofrênico pode, com medicação adequada e terapia, deixar de ser “vítima” de alguma conspiração do além, por qual razão alguém com talento de sobra para expressar seus sentimentos necessita, por exemplo, das desculpas de criminosos “num país onde a Justiça é só para os ricos”? Já cinquentão mas ainda com filho adolescente para edificá-lo no que mais chama a atenção dos jovens, música e cinema, espero dos meus antigos heróis que não envelheçam de forma deprimente, como muitos artistas famosos, na caminhada caótica neste estrambótico negócio que é a vida. Acorda Morrissey, você é o mocinho, bandidos somos nós!

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    Joao Gilberto Monteiro

    André, parece que o Morrissey se perdeu no personagem que criou e vive há quase meio século e as músicas que ele fazia quando mais jovem criticam pessoas como o Morrissey de hoje em dia!!!
    Prefiro o Moz dos Smiths e de seus primeiros álbuns solo do que essa versão mais “madura”…

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      Manuel Goncalves

      Tem uma música no primeiro albúm solo dele chamada “Bengali in platforms” que causou um certo mal estar na época. Acho que ele já tinha umas opiniões meio esquisitas (pra dizer o minimo) já fazia algum tempo.

  • Triste que um artista que foi tão genial seja uma pessoa tão escrota. Comprei os álbuns até o World Peace Is None of Your Business, depois larguei de mão. Além de ter se tornado um babaca, só lançou álbuns medíocres de lá pra cá.
    Tu gosta dos álbuns solo do Johnny Marr, André?

  • Além dos albums que você citou, eu acho que o “You are the Quarry” de 2004 e o “Years of Refusal” de 2009 também sao muito bons, dai para diante o negocio meio que degringolou. A respeito dos Smiths e a conexao que eles tiveram com os fas, principlamente no Brasil, creio que se deve à interpretaçao melancolica do Morrissey das suas proprias letras, até porque eram poucos que entendiam o idioma. Outro fator claro é a sonoridade da banda, nao so’ do Johnny Mars, mas de todos os outros membros. Ou seja, nunca houve uma banda como os Smiths.

  • É justamente a personalidade de falar o que quer sem se importar com essa coisa ridícula que é o cancelamento que faz Morrissey um artista ainda especial. Discursos cheios de lugares comuns e respostas milimetricamente pensadas para agradar a mídia militante qualquer ” artista ” pop faz !! Ou seja por medo de entrarem em “polêmica “, o que vemos hoje são muitos artistas vazendo discursos vazios e cheio de planitudes! Um exemplo no Brasil é o discurso pronto de grande parte dos artista da música, cinema e televisão que defendem um único partido político e chamam de fascistas todos os que não pensam exatamente como eles. ! Neste caso prefiro figuras como Morrissey e Marcelo Nova!

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    Manuel Goncalves

    Eu sou um desses que sinceramente, não me importo com nada que Morrissey faça hoje em dia. Sendo um imigrante no Reino Unido então, só me faz ter mais asco dele. Muita gente diz que se deve separar a pessoa, do artista. Desculpa, mas eu não vou gastar meu dinheiro com um artista que odeia quem eu sou.

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