Publicação exclusiva para apoiadores(as) da APOIA.se
Ainda não é um(a) apoiador(a)?
Torne-se um apoiador(a) de R$ 20 ou mais para acessar esta publicação.
Já é um apoiador(a) de R$ 20 ou mais?
Para acessar esta publicação é necessário estar cadastrado e logado neste site usando o mesmo email utilizado na APOIA.se. Para se cadastrar clique aqui. Se já for cadastrado neste site, faça seu login aqui.
Problemas em acessar esse conteúdo?
Se você já é um apoiador e por acaso não está conseguindo acessar esse texto, por favor clique aqui.
Precisa de ajuda? Clique aqui.
12 comentários em "Entrevista: Rush"
Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.
Entre o ficar e o ir, independência ou morte! Eis o que um adolescente dos anos 1980 achava de Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purle ou Rush: “gente vendida”, “música para tocar na tevê”, etc. Não sei por qual razão tirei o Kiss desse grupo; talvez por ser o primeiro disco de rock que comprei com o curto dinheirinho da minha mesada ou sei lá, era época de Sepultura, Metallica e Slayer, maldita febre, nos momentos de piora nos batimentos cardíacos, pois já estudava inglês em curso particular, ia pedir perdão, diante de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, esclarecendo que não curtia as letras satânicas, só o som, que muitos de meus amigos também curtiam. Com o tempo, a “modinha de Seattle”, Nirvana, foi ficando mais aprazível aos meus cansados ouvidos de tantos solos de guitarra e, já de cabelos curtos, trabalhando e estudando o dia inteiro, me aparecem, como uma assombração, Kid Vinil, Fábio Massari e, um pouco mais tarde, também Álvaro Pereira Júnior, para uma guinada pro meu primeiro CD de rock alternativo: The sound of speed, do The jesus and mary chain. I hate rock’n’roll, última música do primeiro GARAGEM na Brasil 2000 FM, com o Tiririca, que no dia seguinte foi capa da Ilustrada na Folha de São Paulo, me garantiu que havia escolhido de forma certeira meus gurus no apaixonante mundo da cultura pop. Rush continua progressivo demais para o meu gosto, haja paciência até para o clássico da banda, bom para quem está sem sono e quer dormir, pois também sei que Tom Sawyer é personagem de um livro que nunca li, pretendo ler ou indicar para meu filho, que no rock anda ouvindo Linkin Park – sei lá onde aprendeu isso. O certo é que, à léguas de distância do meu tempo de consumir pirataria, através das fitinhas K7, num país de política à Direita mas com economia tão fechada quanto as dos países atrás da Cortina de Ferro, troquei de paróquia, mas mantive quase a mesma culpa, agora diante de uma imagem de Nossa Senhora das Graças – a coisa melhorou um pouco, do satanismo para o hedonismo -, mas enquanto entoo minhas orações, por exemplo: “ser fiel a Deus exige luta. E luta corpo a corpo, homem a homem – homem velho e homem de Deus -, detalhe a detalhe, sem claudicar”, deixo o Tinhoso aparecer antes e dizer que não estou relativizando minha fé. Será? Repito, independência ou morte, não vou passar o resto dos meus dias me lamentando de ouvir rock anarquista, ou de ler alguma coisa mais à margem do establishment cultural; é assim que pauso por aqui, respeitando quem curte um instrumento musical bem tocado, até inspirando outras pessoas a partir para a disciplina que isso exige, e que também garante uma sensibilidade maior para curtir música com mais valor agregado, mas minha luta fica bem mais humana cercado de gente que cobra barato por um e-book, não reclama de tirar fotos com os fãs, não escolhe o que vai ser proibido numa entrevista e não vive num mundo paralelo. Mesmo nunca ter acreditado que as guitarras barulhentas e as letras de protesto vão mudar o mundo, pelo menos aliviam a carga de responsabilidades sobre as minhas costas, e sem prometer que me isolar num mundinho de fofura com o Senhor vai me salvar do Inferno. Quem duvida que este desterro não é parecido com o de verdade? André, a entrevista foi corajosa para quem não curte esse tipo de som, os caras parecem ser tranquilos e é sempre bom encontrar um pouco de humildade no mainstream do rock, coisa que a ansiedade por curtidas nas redes sociais roubou de nós.
Legal a entrevista, Geddy Lee e Alex Lifeson parecem muito gentis.
PS: gostei da nova logo do blog, ficou legal o “oclinho”.
Valeu demais!
Muito massa!
André, esse já é um ótimo presente de Ano Novo antecipado para os fãs do Rush, como eu…
E algo que percebi, e isso é muito bom, foi que, pela Internet e pelo esgoto que são as Redes Sociais, até agora eu, pelo menos, não vi muitas manifestações machistas contra a Anika Nilles e nem muita choradeira dos viúvos e viúvas do Neil Peart!!!
Parece que ela é uma baterista absurda.
Caras sempre gentis,que prezam os fãs.Normal essa “volta” ser bem recebida.E certeza que farão mais música (como dupla,colaborações…, acho que não sob o nome Rush)
Alex e Geddy são dois caras gente fina e com uma mente aberta! Se divertem tocando juntos e parecem ter encontrado alguém à altura de sua camaradagem e talento. Que seja uma turnê divertida como esses dois são.
Fala amigo Barça! sabe informar se, ou quando os ingressos para a tour da banda no Brasil serão disponibilizados ???
Pré-venda na 5a pra clientes Itaú e venda geral na sexta.
Não curto o som do Rush, mas respeito imensamente a banda, são músicos fora de série, e parecem ser pessoas muito legais e com um astral ótimo. Essa entrevista deve ter sido muito gostosa e fácil de fazer, né?
Sim, os caras são gente fina mesmo.