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11 comentários em "Maguila muito além do ringue"
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Quando casou com a Irani, o Maguila foi morar na mesma rua que eu, em uma casa enorme, meio que de esquina com uma praça, no Jardim Três Marias, zona leste de São Paulo. O casamento deles foi um verdadeiro evento, e ele passou a fazer parte (muito eventualmente) do nosso dia-a-dia. A molecada do bairro (e eu também), quando via o Maguila na rua, gritava “OLHA O QUEBRA-OSSOS, KKKKK!” e, invariavelmente, saía correndo, é claro.
Meu saudoso pai tinha uma sapataria, e atendia toda a região fazendo consertos em tênis, sapatos e calçados diversos (a especialidade era os calçados femininos, pois ele teve uma fábrica de sapatos por muitos anos lá na Penha, também zona leste de São Paulo). Um belo dia, por volta de 1996, do nada, apareceu um negão do tamanho de um guarda-roupas, com dois pares de sapatos de salto alto em uma sacolinha, perguntando se meu pai trocava salto de sapato. Esse foi o início de uma amizade que durou até a morte de meu pai, em 2002. Desde esse primeiro dia, o Maguila ia quase diariamente à sapataria do meu pai (ele chamava meu pai de Ceará, apesar de meu pai ser pernambucano), que ficava na garagem de casa, mesmo que não tivesse nada pra consertar, e ficava a tarde inteira lá, às vezes falando muito sobre qualquer assunto, às vezes só pra tomar um café. Meu pai chegou a mandar um marceneiro fazer um banquinho de madeira para o Maguila ficar sentado enquanto ele trabalhava e eles conversavam. Meu pai de vez em quando comentava que ele não entendia direito o que o Maguila falava, mas ficava respondendo “aham, claro, verdade” só pra ele não ficar chateado, HAHAHAH
Enfim, vou ver esse documentário, com certeza. Obrigado mais uma vez pela dica, Barça
Muito maneira essa história. Tem foto dos dois juntos?
Vou procurar. Na época não tinha celular, eram tempos de máquina fotográfica descartável Love, mas pode ser que tenha algo no acervo da família. Se tiver eu mando por e-mail, mas não garanto. Abraços fraternos
Outros tempos. Hoje teria 400 fotos.
Me emocionei demais vendo a série. O boxe (no Brasil e no mundo) tem personagens que o MMA jamais terá. Grande homem!
Interessante como em uma época pré tv a cabo e streamings a Band (e Luciano do Valle) fizeram muito pelo esporte brasileiro. No começo dos anos 90 tinha a “faixa nobre do esporte” – cada dia um evento diferente.
André, ainda não assisti a esse doc, mas para mim, boxeadores e tenistas são os esportistas mais interessantes de se biografar, tanto pela lógica dos esportes que praticam como pela própria história de vida que os grandes desses esportes tem!!!
E se tem alguém que merece (e muito) um belo documentário sobre ele, é o Luciano do Valle!!!
Eu não tenho certeza mas acho que foi em 86, meu pai levou eu e meu irmão no zoológico de SP, eu tinha uns 13 anos e meu irmão 6. Estavamos andando no estacionamento do zoo e de repente vejo um negão enorme saindo de dentro de um Opala junto com sua família. Falei: É o Maguila!! Ele olhou pra mim fez um sinal de positivo e disse “Sô eu memo…” com aquela voz de Maguila. O cara era muito ídolo.
O cara teve o apelido que o consagrou baseado num desenho animado; estava em tudo que é programa de auditório; fazia merchandising; tentou carreira política; e ainda se lançou como cantor. Dá pra ser mais pop do que isso?
Lembro bem desta luta contra o Holyfied, agente achava que o Maguila iria vencer com tranquilidade, tanto era a pilha do Luciano do Valle, que ja’ estava imaginando uma luta historica contra o Tyson. Mas se vc ver o primeiro round, nao da’ para notar muita diferença entre os dois. Sei que depois da luta o Maguila virou piada no pais inteiro.
Holyfield não fez nada no primeiro round, depois encheu o saco e acabou com a brincadeira.