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3 comentários em "Flea: Red Hot Chili Jazz!"
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Fãs de Flea eram Beavis e Butt-Head, gritavam algo do tipo “rock, rock, rock”, bem legal. Também me lembro de uma interessante coluna do Álvaro Pereira Junior, no Folhateen, 10 de maio de 1999: “vigora hoje, na cena independente dos EUA, o chamado pós-rock. Grupos como Jessamine, Tortoise e Trans-Am fazem uma música incompreensível para não-músicos. Ruídos desconexos, blips, blops, guitarras sampleadas à exaustão. As semelhanças com o que aconteceu ao jazz são assustadoras. Esse ritmo, depois do gênio Miles Davis, também mergulhou no experimentalismo estéril. Era como se os outros músicos, atônitos, se perguntassem: depois desse Miles, vamos fazer o quê?”. E termina assim: ” A conclusão é óbvia: não há saída para o rock and roll”.
Sei lá se o Álvaro estava certo, o fato é que a Estrus Records acabou, não tenho ânimo para correr atrás de novidades e resisto como posso: consumo no bairro – perto daqui tem um mercadinho tocado por chineses e uma rua de comércio onde pago mais caro que na WEB por um par de tênis, preferencialmente fabricado no Brasil. Ah, escrevo num site para escritores independentes onde posso ter contato com gente do Norte, Nordeste e até de Portugal, não necessariamente roqueiros, escandalizados com o que aconteceu, por exemplo, com a moda de viola, samba e o forró. Já na seara da fé, tudo também virou comércio: a bola da vez é São Carlo Acutis, um adolescente italiano que morreu de câncer, nem esfriou no caixão e já virou estatueta de prêmio por ter se tornado padroeiro da internet.
Voltando ao Flea, boa sorte para ele, é um cara que tem carisma e investe em algo que não é comercial; projetos paralelos de grandes artistas sempre são bem interessantes para conhecermos o ídolo por trás do ídolo. Sabe, tenho simpatia pelo jazz, quando fico muito agitado com a barulheira do rock invisto na Rádio Cultura para dar uma acalmada com outro tipo de barulheira; lá tem crítico que explica o som e, assim, a música fica mais acessível. É preciso ter muita informação para se arriscar no jazz, um tipo de som bem experimental e nada entendo de música erudita além dos clássicos. Legal a dica para ampliar meu repertório musical, post muito bem escrito. Bons Ventos!
Pra mim, Flea é um caso raro de sofisticação orgânica, totalmente despretenciosa
Autêntico em cada fibra
Me amarro nele também.