“Andar na Pedra” disseca a saga dos Raimundos
Por André Barcinski
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16 comentários em "“Andar na Pedra” disseca a saga dos Raimundos"
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Sertanejo e Deus combinam (Daniel). Samba e Deus combinam (Jorge Aragão). Forró e Deus combinam (Luiz Gonzaga). Música popular e Deus combinam (Roberto Carlos). E rock e Deus? Na praia da Renovação Carismática Católica (RCC), e dos protestantes pentecostais, combinam, mas é uma chatice e as músicas são todas iguais. O testemunho também é o mesmo: quando abandonaram a noite para tocar só para a igreja as coisas melhoraram, milagres aconteceram, muitas conversões vingaram etc. No lugar do Nosso Senhor, viraram ídolos combatendo a idolatria! Como admirador de Padre Cícero, que nunca quis ser visto como santo – até enveredou seriamente pela política e teve contato com Lampião, além de quase ter sido excomungado, mas tudo dentro do contexto da época -, entendo que o momento do sagrado é só do sagrado, e quando alguma diversão mundana apraz, que não substitua o espaço de Deus na vida do fiel. Infelizmente, a fé baseada na barganha com Deus ainda faz muito estrago em gente honesta e bem intencionada que está com alguma dificuldade séria e que vai em busca de algum impossível que só o sobrenatural pode prover. Não ridicularizo o meu passado, que não é meu inimigo! Na Igreja, acompanho, aos prantos, algo meio masoquista da minha parte, gente que rejeita a própria história; a pessoa se isola do mundo e passa a viver só de comportamentos morais que aniquilam sua humanidade. Pelos comentários e também pelo texto do post, estou me preparando, com esta longa opinião, para após o futebol relaxar um pouco com o mundano no Globoplay. Pode me julgar, amanhã é Sexta-Feira Santa e vou encher a barriga de bacalhau, peixe que não existe na costa brasileira, mas que nossa mente colonizada pelos portugueses ainda insiste em importar para o nosso prato nesse dia de recolhimento e jejum. Família reunida é meu testemunho e meu amor ao próximo são meu filho, minha esposa e minha mãe. Tudo tem um começo, que outros próximos apareçam na minha vidinha medíocre de classe média, aposentado e morando em São Caetano do Sul, município com o melhor IDH do Brasil, para colori-la. Enquanto isso não acontece, melhor abusar dos anos 1980 e 1990, quando o rock era puro alívio para as dores existenciais, além de refúgio contra a censura e o legado da Guerra Fria.
Existem dois tipos de evangélicos… os trouxas e os que depenam os trouxas.
Vi todo o doc. e achei muito interessante, inclusive as questões dos traumas familiares e os sérios atritos entre os caras. Acho que o doc. humanizou muito todos eles. A questão do Rodolfo principalmente, porque a conversão religiosa é sempre vista com muito preconceito, como se o cara não pudesse escolher mudar de vida e seguir outro caminho!! E olha que sou agnóstico, não tenho fé religiosa! Dylan teve o período de conversão, Nick Cave, Dave mustaine, Alice cooper… fala-se em liberdade religiosa mas se cara vira envangélico ou cristão ferrou ! Pq para parte do público vira o tal fascista, machista, taxidermista ….. por puro preconceito tem gente que acredita que os evangélicos são todos como os malfaia e macedos da vida!
Eu achei muito bom. Talvez, ao lado do doc dos Ratos de Porão, um dos melhores no Brasil. Eu só acho que ficou muito tempo no lance da conversão do Rodolfo, não que não seja importante, mas ficou muito tempo. Achei que deveriam ter depoimentos também dos caras dos Titãs, que foram fundamentais, e talvez mais artistas que cruzaram com eles nos anos 90. Ter o João Gordo falando da banda naquela época, o Sepultura mesmo, Planet Hemp e a cena alternativa de SP, principalmente das bandas de mina, que odiavam os caras. Gostei muito dos depoimentos do Gabriel, dos Autoramas.
Se a pessoa se deixar levar por esse documentário pensará que Digão é o satanás encarnado! 5 episódios para uma banda como o Raimundos é demais. Rodolfo é um grande hipócrita que cospe no prato que come, mas não renega o dinheiro que esse prato gera, porque são os royalties da banda que ainda o sustenta. Já que a banda o empurrou para as trevas, Rodolfo, doe a grana que ela ainda enfia em sua pança para uma instituição de caridade!! Por fim, tô de saco cheio dessa história de “roqueiro oprimido pelo sucesso”! Nunca vi um rapper ou trapper que só vive rodeado de gatas e esbanjando na gandaia o dinheiro que ganha reclamando que o sucesso o oprime ou se sentindo culpado em desfrutar dos excessos que o sucesso joga em seu colo…
Não sou particularmente um fã de carteirinha da banda, tenho apenas o primeiro álbum, mas os assisti algumas vezes ao vivo; no auge, durante a década de 90 (uma delas no Monsters de 94), e também depois da saída do Rodolfo, no Kazebre (em SP), em meados de 2008/2009 (não estou certo da data) e a diferença é simplesmente brutal. Após a saída do Rodolfo, a banda se tornou um cover de si mesma, simples assim. Mas o ponto aqui é o documentário: pelo jeito você o assistiu sem prestar atenção, ou viu trechos em reels de redes sociais, para afirmar que o Rodolfo vive dos royalties da banda, cospe no prato em que comeu, etc. No último episódio, o Rodolfo informa aos haters que, como você, afirmam que hoje ele vive dos royalties dos sucessos dos Raimundos, que já há algum tempo ele vendeu seus direitos sobre as obras. Esse é um direito dele, pois ele foi peça chave no sucesso da banda, e se isso engordou as economias dele, ao mesmo tempo significa que ele não depende mais dos royalties futuros, apenas da gestão que ele fizer do patrimônio que ele mesmo construiu…
Mas é o Raimundos que o alimenta hoje, quer ele tenha vendido os royalties ou não…O cara ser alimentado por algo que ele diz desprezar para mim não tem o mínimo sentido. Mas cada um é cada um! Vejo uma incoerência tremenda na atitude do Rodolfo e você não. Temos opiniões diferentes sobre o assunto e vida que segue…
André, não querendo te dar spoiler, mas acho que depois dos dois primeiros, os melhores momentos do doc são justamente os momentos em que o Rodolfo conta sobre o processo de sua conversão, é bem impressionante e completamente desconhecida de grande parte do público, mesmo quem acompanhou essa época…
E não querendo dar outro spoiler, mas em alguns momentos, achei meio “novelesco” demais criar um antagonismo entre o “vilão” Digão e os outros três como os “mocinhos” do doc, sei lá, foi impressão minha…
Você já chegou na parte que o Digão chora lembrando de traumas? Além do Canisso indignado, desabafando sobre o fato de ter sido oportunista a aproximação entre Digão e Rodolfo…
Uma certeza: quem abusa de drogas termina morrendo ou virando crente.
Há MUITAS exceções. Iggy Pop tá aí e não virou crente. Lista é imensa.
Vou começar a ver hoje… Tenho todos os discos da banda, e vi os caras ao vivo na década de 90 e era super fã, mas confesso que protelei assistir por ter pegado nojo do que o Digão e o Rodolfo se tornaram, ambos crentes fascistóides.
caro barça,
desculpa invadir o assunto raimundos com outro aparentemente não relacionado!
mas, tenho curiosidade se tu já chegou a ouvir os dois álbuns do adrian quesada (black pumas, entre outros) chamados ‘boleros psicodelicos I’ e ‘boleros psicodelicos II’?
eles estão em rotação permanente por aqui, desde seus lançamentos, são incrivelmente musicais e fazem uma bela ponte entre os boleros (nelson ned!) e uma psicodelia latina-americana!
desculpa mais uma vez, em especial aos fãs de raimundos.
curioso pela tua opinião,
grande abraço!
A gente ouve direto o Quesada, começamos a ouvir por causa da conexão com os Hermanos Gutierrez. Bom demais.
ah, verdade! sim, aliás, preciso de agradecer mucho por los hermanos gutiérrez! desde o episódio do abfp em que tu mencionou eles, nunca mais parei de ouvir…
e, desculpa mais uma vez por invadir o assunto com um comentário aleatório! aliás, duplicado…
abraço!
barça, desculpa mais uma vez, assunto não relacionado, mas… assistindo agora a live de 46 anos do neubauten, no youtube! alguma chance ou mesmo intenção de trazê-los para o braziu?!
valeu, grande abraço…
pode me expulsar do chat!
hehe…
Impossível, só de carga é uma fortuna. Vamos assistir hoje.